Ocupação dos hotéis de Ponta Grossa preocupa empresários

16/07/2018

Dados fornecidos ao Convention Bureau mostram queda na ocupação nos principais hotéis da cidade

 

 

Em 1 ano a taxa de ocupação dos hotéis ponta-grossenses caiu 8%, o que representa cerca de 2 mil hóspedes a menos nos principais empreendimentos mapeados pelo Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau.

 

Os dados são reflexo do cenário financeiro instável, o que faz a presença de turistas de lazer e o número de diárias dos colaboradores de empresas e indústrias caírem, pois antes os profissionais utilizavam quatro diárias e hoje ficam apenas dois dias na cidade.

 

Para reverter os índices, diversas entidades atuam com a missão de atrair pessoas aos Campos Gerais e tornar a região um atrativo nacional através do trabalho em conjunto. “Estamos monitorando os dados e em constante conversa com os hotéis para planejarmos ações com finalidade de elevarmos a taxa de ocupação, o que inclui nossa participação em atividades para captação e apoio a eventos”, comenta a presidente do Convention, Thaís Pius.

 

De janeiro a junho de 2017 a taxa de ocupação foi de 55%, já no segundo semestre do mesmo ano e primeiro seis meses de 2018 o número estagnou e ficou abaixo dos 50%, mesmo julho a dezembro serem considerados excelentes ao setor pelo alto número de eventos na região.

 

Além disso, outra preocupação é a diária média, com saldo de R$194 nos últimos seis meses, o que segundo Marcelo Amaral, gerente executivo do Convention, é preocupante. “Esse valor está muito abaixo do que consideramos bom, cerca de R$230, o que não acontece desde o ano passado”. O índice retrata o preço médio calculado para cada diária vendida no período e mostra a saúde financeira do empreendimento.

 

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares dos Campos Gerais, Daniel Wagner, os dados são preocupantes, pois “além da taxa de ocupação, houve queda na diária média em cerca de 20% e a hotelaria tem custos fixos muito altos”.

 

Ainda de acordo com Daniel, as entidades estão observando o mercado e buscando soluções para amenizar os impactos locais, evitando que empreendimentos fechem. “Como sindicato nos preocupamos em reduzir os custos das empresas na parte trabalhista, evitando, inclusive o fechamento dos hotéis, caso de dois tradicionais, São Marcos e Schafranski, com boa localização na cidade".

 

Segundo a diretora do Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau e gerente geral de um dos hotéis da cidade, Alecsandra Hypólito, para os números crescerem é preciso apostar em melhores serviços, capacitação da mão de obra, melhoraria das estruturas e modernização, além da oferta de promoções. “Temos pontos fortes, como a localização facilitada no mapa geográfico, diversidade de indústrias, ótimos hotéis para hospedagens, ótimos restaurantes, e atendemos aos eventos de até mil pessoas tranquilamente, diferenciais que nos possibilitam crescer”, enfatiza.

 

O que diz o especialista em gestão de negócios

Segundo o economista, consultor econômico e em gestão de negócios, Rafael Loures Ogg, apesar dos efeitos da recessão econômica, o atual cenário é bastante otimista, mesmo que os resultados ainda estejam longe dos percentuais obtidos pelo Brasil em 2010, em plena crise econômica global, quando o país mostrava crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 7,5%.

 

“Para maioria de nós economistas, a análise é de que 2018 num apanhado geral tende a ser melhor que 2017, porém com resultados não muito expressivos se comparados ao início da década. A maioria dos indicadores de bem-estar econômico, como índice de desemprego, taxa de juros e inflação, tiveram uma leve melhora, o que de fato agora estamos começando a ver nas ações resultantes desses efeitos, mas ainda é pouco para gerar um aquecimento realmente expressivo no mercado”.

 

Para Rafael, o cenário influencia diretamente o turismo e as empresas ligadas à atividade, pois “quando a população não se sente segura, por exemplo, à estabilidade de seu emprego, é normal que pensem bem mais antes de gastar, então entram os cortes de despesas, e o lazer é um dos principais cortes realizados pelas famílias num momento de contenção diante a recessão”.

Para ele não há uma formula para os hotéis reverterem as baixas taxas de ocupação, o que deve ser feito é planejar e ouvir o que os consumidores dizem. “Acredito fielmente que pensar de forma estratégica e elaborar um plano de ação especificamente com esse foco é de grande valia, sempre observando o feedback do cliente e se necessário modificando ou implementando as metas para alcançar um resultado positivo, e que logicamente reflita no perfil do público alvo do hotel”.

 

Como funciona o mapeamento do Convention

Os dados de ocupação e diária média dos hotéis são fornecidos diariamente pelos hotéis associados ao Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau, que atualizam uma tabela online através do site com login e senha.

 

Os dados são exibidos àqueles com credenciais, evitando que empresas sem ligação com a entidade possam ter acesso e utilizar as informações como estratégia de vendas ou promoção. Além disso, a tabela possibilita às empresas conhecimento sobre valores de mercado, o que melhora o mercado e fortalece o setor.

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Conteúdo: Yukê Comunicação