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Histórias de empreendedoras paranaenses serão reconhecidas no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Com o objetivo de estimular o empreendedorismo feminino e a igualdade de gênero no âmbito das empresas, premiação chega à 13ª edição em 2017

Seis paranaenses que transformaram suas vidas e a de pessoas à sua volta, por meio do empreendedorismo, receberão, nesta segunda-feira, dia 25 de setembro, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN). A cerimônia da etapa estadual ocorre às 11 horas, no Sebrae/PR, em Curitiba. Nesta 13ª edição, o Prêmio destaca iniciativas femininas em duas categorias: pequenos negócios (proprietárias de micro e pequenas empresas que estejam estabelecidas formalmente há, no mínimo, um ano) e microempreendedora individual (mulheres que trabalhem por conta própria, com faturamento máximo anual de R$ 60 mil, também estabelecidas formalmente há, no mínimo, um ano).

No total, 232 empreendedoras do Paraná se inscreveram na premiação, e 132 enviaram seus relatos – condição necessária para habilitá-las como candidatas ao Prêmio. Coordenador do PSMN no Estado, o consultor do Sebrae/PR Lucas Hahn destaca a importância de reconhecer mulheres que transformaram seus sonhos em realidade e cuja vida é exemplo para tantas outras que sonham ser empreendedoras.

“A participação feminina no empreendedorismo tem um papel social muito forte, mas ainda existe um preconceito instalado. Ao longo desses treze anos do Prêmio, o Sebrae trabalha nesse sentido de fortalecer a igualdade de gênero no aspecto das empresas, destacando histórias de sucesso”, afirma Hahn.

Persistência é a dica para o sucesso, segundo Sirlei Cabral, de Londrina, no norte do Estado. Vencedora Ouro na categoria Microempreendedora Individual, a vida profissional dela deu uma guinada em 2010, quando assumiu a confecção de acessórios de cabelos de sua filha. “As vendas, que eram feitas por uma rede social, foram acumulando, e os pedidos estavam atrasados. Foi então que tive que entrar em cena, mesmo sem saber fazer uma trança, passei a aprender esse novo ofício e a cuidar dos negócios dela, juntamente com a serigrafia”, lembra.

O olhar atento às oportunidades levou Sirlei a criar várias inovações na empresa – como passar a fabricar boinas para venda no inverno, quando caía a procura pelos acessórios de cabelo, e, mais tarde, lenços para mulheres em tratamento de câncer. “Com o passar dos anos, a empresa que funcionava em apenas um cômodo, se estendeu para mais quatro, passou a ter mais maquinários e computadores, fruto de recursos próprios. Contamos com mais de 250 produtos em nossa loja entre turbantes, lenços, boinas e trajes para pajens, que são o carro-chefe”, comemora.

A percepção de uma necessidade pessoal não suprida pelo mercado levou a psicóloga Francielli Scharnovski Gonçalves, de Cascavel, no oeste do Paraná, a apostar em uma ideia inovadora para auxiliar pessoas com dificuldade de emagrecimento, em 2013. “Por anos, sofri com o efeito sanfona, fiquei 20 quilos acima do peso normal, tentei por várias vezes emagrecer sem sucesso. Hoje, na Eu Magro, temos, num único ambiente, profissionais formados em psicologia, educação física, nutrição, enfermagem e estética. Inovamos e nos tornamos o único centro especializado no emagrecimento infantil, de gestantes e da terceira idade no Brasil”, relata.

A ideia deu tão certo que, em três anos, foram 1,5 mil clientes atendidos e mais de 7 mil quilos eliminados. “Fomos de um espaço de 100 m² para 1000 m², após participarmos do Empretec do Sebrae. Em 2016, implementamos um modelo de gestão, descrevemos os processos e nos tornamos franqueadores. Nosso faturamento que, em 2014, era de R$ 550 mil deu um salto para R$ 1,2 milhão, em 2016 quando iniciou a oferta da franquia”, ressalta Francielli.

Avaliação

Entre os critérios de avaliação, estão: Desafios para abrir o empreendimento; Visão de Futuro; Ideias inovadoras e adaptação às novas tendências; Atuação democrática, transparente, inspiradora e motivadora; Participação ativa nos negócios, perseverança e superação dos desafios; Ambiente participativo e agradável para quem trabalha no seu negócio; Estabelecimento de relacionamentos duradouros com os clientes; Preocupação com a preservação do meio ambiente e da cultura da sua região; Estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento das atividades; Lições aprendidas (por meio de experimentações, erros cometidos ou compartilhamento de informações); Crescimento dos resultados obtidos; Contribuição para o desenvolvimento de outras empreendedoras.